Resumo
Neste artigo, é analisada como a Gestão do Conhecimento
auxilia no processo de desenvolvimento do Gerenciamento de Risco.
É dada ênfase à perspectiva de aprendizado,
pois ela permite:
a) clara identificação dos modelos mentais
que afetam a visão de risco das pessoas;
b) o desenvolvimento de percepções
uniformes de riscos e seu modo de gerenciá-los;
c) ambos atuam profundamente nas pessoas.
Abstract
This paper analyses the way management of knowledge improve the
development process of carrying on risk. It gives emphasis on the
learning perspective because it allows
a) Clear identification of mental models which
affect the people vision of risk,
b) the development of uniform risk perceptions
and the best way of deal with them,
c) deep acting over people.
A internacionalização do capital gerou um acirramento
da concorrência a partir da década de 90, viabilizado
pelo desenvolvimento tecnológico e pela necessidade das empresas
em se expandirem em mercados globais. Esta expansão fez com
que as empresas tivessem que enfrentar uma crescente complexidade
do ambiente, agregando novas formas de negócios e áreas
de interesse.
A necessidade de criar capacidades antes não dominadas, conduziu
as empresas a expandir as fronteiras da administração
de seus recursos, criando cadeias produtivas e intensificando inter-relacionamentos,
gerando uma maior interdependência entre os agentes econômicos
e, conseqüentemente, os riscos. Adicionalmente, a necessidade
do crescimento solicitou esforços na busca pela inovação
tecnológica, ampliando ainda mais o risco dos negócios,
em virtude dos volumes de investimentos necessários.
Nadler et al (1994) apresentam um quadro onde as forças que
contribuem para aumentar a pressão sobre as organizações,
podem ser visualizadas, conforme apresentadas no Quadro 1:
| Força | Componente de mudança |
|---|---|
| Tecnologia | O crescente índice de mudança ameaça as posições e investimentos existentes. |
| Competição | Um número crescente de competidores eficientes está surgindo nas principais indústrias. |
| Excesso de oferta | A capacidade de ofertar a maioria dos produtos e serviços é superior à demanda. |
| Globalização | A competição ocorre hoje em escala global |
Expectativas do cliente |
Tendo mais escolhas, os clientes esperam maior valor, qualidade e serviço. |
| Participação do Governo | Os governos passaram a apoiar mais às indústrias de seus países. |
| Propriedade | As modificações nos padrões de propriedade empresarial estão levando à maior expressão das exigências dos proprietários |
| Dinâmica da força de trabalho | Modificações na constituição da força de trabalho, inclusive sexo, raça, nível educacional e distribuição etária estão criando uma força de trabalho radicalmente diferente do passado. |
Diante destes desafios, forças e pressões e na busca
incessante pela competitividade, o conhecimento passou a ser uma
ferramenta imprescindível como recurso competitivo nas empresas
e no universo econômico. Significa poder, poder de criar,
mas também, evitar riscos que impactem de forma negativa
sobre os resultados. O conhecimento passou a ser o principal ativo
da empresa, uma vez que representa o manancial natural da inteligência
no ambiente organizacional.
Para Morgan (1996), no mercado moderno, as estruturas organizacionais
que não estiverem preparadas para enfrentar novos desafios,
ampliarem sua visão de mercado, que não se tornarem
flexíveis para atender às novas demandas, certamente,
estarão fora do circuito e não ajustadas, dificilmente,
sobreviverão ao processo irreversível da globalização
e suas conseqüências.
Amboni (1977), ainda reforça que a previsibilidade de empresas
burocratizadas põe em risco ações que poderiam
beneficiá-las e limitam a criatividade e autonomia humanas,
fazendo com que seja imposta uma resistência a mudanças,
reduzindo a qualidade das tarefas a serem apresentadas na forma
de produtos e serviços no mercado. Essa impossibilidade de
adaptação leva à dificuldade de visualizar
os riscos que se apresentam e que, em muitos casos, são iminentes.
Esse desconhecimento sobre o que representa perigo para a sobrevivência
da empresa em muitos casos, é fatal.
Dessa forma, conhecimento não diz respeito apenas ao modo
como produzir algo ou como gerenciar a atividade de produção,
mas, como evitar possíveis surpresas decorrentes do processo.
Gerenciamento de risco é isto. É o conhecimento sobre
eventos que podem alterar os resultados esperados. Conhecendo isto,
é possível preparar-se para estes eventos –
riscos – e aqui está o uso estratégico do conhecimento,
transformar risco em oportunidades.
A aquisição desse tipo de conhecimento passa a apresentar
uma importância muito grande, quando se percebe que criar,
organizar, reter e aprender, configura-se em uma fórmula
bastante eficiente contra a concorrência e a favor da proteção
dos resultados por prevenir falhas. Nesse sentido, riscos não
podem ser dissociados de sua outra faceta: a oportunidade. Quando
devidamente geridos e compreendidos podem tornar-se fontes de oportunidades
e, em termos mercadológicos, diferenciais competitivos. Quando
uma empresa compreende e trabalha de forma pró-ativa em relação
a riscos, pode posicionar-se no mercado com produtos e serviços
mais confiáveis.
Como operacionalizar a criação e gestão do
conhecimento aplicado ao gerenciamento de riscos é o objetivo
deste trabalho. A procura pelas maneiras as quais as organizações
empresariais administram (ou não) o conhecimento sobre riscos
em seu ambiente de trabalho, adequando-as à rotina de seus
funcionários no aprimoramento individual e coletivo, quando
se repensam as formas do desenvolvimento da proteção
a exposição de riscos, dos instrumentos utilizados
e das formas de sua disseminação.
O termo Gerenciamento de Risco deve ser entendido como uma abordagem
sistemática de estabelecer o curso de ação,
frente a incertezas pela identificação, avaliação,
compreensão, ação e comunicação
dos itens de risco.
Cada vez mais gerenciar riscos deve ser inserido dentro das funções
estratégicas da empresa e, como tal, deve ser coerente com
a visão, missão e estratégia organizacional
tanto em um desdobramento hierárquico (top-down) como a necessária
contribuição (botton-up). Sua formulação
orientada à estratégia torna o GR um importante instrumento
de gestão que permite que os seguintes benefícios
sejam sentidos:
Gerenciamento de Risco é de fato um processo direto. Na maioria
dos casos, o capital intelectual requerido e as práticas
necessárias para a implementação desse processo
já existem dentro da companhia. Mas, um processo acurado
e útil de Gerenciamento de Risco está baseado em pessoas
e em um processo de aprendizado e crescimento lastreado por técnicas
de gestão do conhecimento. Sem ações efetivas,
administrar risco é eficiente só por mera sorte.
Para a implantação do processo, é vital que
uma cultura de gerenciamento de risco seja implantada. Essa cultura
deve estar sintonizada com a visão, a missão e os
objetivos da organização. Neste processo, é
fundamental que uma intensa comunicação seja estabelecida
sobre os resultados do que se convencionou que sejam as práticas
aceitáveis em relação a riscos.
Por estar diretamente relacionado com eventos futuros, todo o planejamento
também incorpora de certa maneira um gerenciamento de risco.
Além disto, gerenciamento de risco afeta as atividades de
todos dentro da organização e as pessoas, de maneira
geral, podem contribuir positivamente na identificação
das probabilidades e impacto dos riscos.
A junção entre o planejamento estratégico e
o gerenciamento de risco faz surgir a figura de um conceito mais
abrangente de gestão, evoluindo da noção de
administração de risco departamentalizada por áreas
estanques, em que cada uma tratava os riscos que a afetavam de maneira
peculiar, para um tratamento mais amplo, no qual riscos são
analisados por suas interfaces mútuas e, sobretudo, considerando
as possibilidades de transformação em oportunidades.
O gerenciamento de riscos requer uma contínua avaliação
de seu potencial para a organização em todos os níveis
e busca agregar os resultados no nível corporativo, estabelecendo
prioridades e melhorando a tomada de decisões.
O gerenciamento de riscos deve estar amalgamado a estratégia
corporativa e, em especial, a cultura organizacional. A identificação,
avaliação e gerenciamento de riscos dentro da organização
ajuda a revelar a importância da visão global, a totalidade
dos riscos e a interdependência entre as partes.
O gerenciamento integrado de riscos não focaliza somente
a mitigação dos riscos, mas também dá
suporte às atividades que trazem inovação,
de modo que um elevado retorno pode ser obtido em níveis
compatíveis de resultados, custos e riscos.
Gestão do Conhecimento é o processo pelo qual uma
organização consciente e sistematicamente coleta,
cria, organiza, compartilha e quantifica seu acervo de conhecimentos
para atingir seus objetivos estratégicos. Estas atividades
são dependentes da junção de políticas
de gestão de recursos humanos, estruturas e culturas organizacionais
e tecnologias adequadas. Como o conhecimento é orientado
à ação (Nonaka e Takeuchi, 1997: 63), a Gestão
do Conhecimento deve promover a execução de ações
alinhadas com os objetivos estratégicos da organização.
Neste artigo, analisa-se como a Gestão do Conhecimento complementa
o Gerenciamento de Riscos e dá maior ênfase à
perspectiva de aprendizado e crescimento por:
A Estrutura do Gerenciamento de Risco permite uma orientação no sentido de adotar uma abordagem mais holística na administração de risco. A aplicação estruturada do gerenciamento integrado de riscos permite aos empregados e às organizações como um todo, entenderem melhor a natureza dos riscos e administrá-los mais sistematicamente.
A Estrutura do Gerenciamento de Risco Integrado compreende quatro
estágios relacionados. Os estágios, e uma sinopse
dos resultados esperados para cada, são apresentados abaixo.
São providos detalhes adicionais nos aspectos conceituais
e funcionais da Estrutura em seções subseqüentes
deste documento.
| Estágio
1: Desenvolvendo o Perfil de Risco Corporativo • os riscos organizacionais são identificados pelo escaneamento do meio ambiente; • estado atual do gerenciamento de risco dentro da organização é avaliado; e • perfil de risco da organização é identificado. Estágio 2: Estabelecendo a Função de Administração de Risco Integrada • as diretrizes em administração de risco são comunicadas, compreendidas e aplicadas; • a abordagem para a operacionalização da administração integrada de risco é implementada por meio de estrutura decisória atual; e • capacidades são construídas pelo desenvolvimento de ferramentas e planos de aprendizagem. |
Estágio
3: Gerenciamento Integrado de Risco na Prática. • um processo comum de administração de risco é, consistentemente, aplicado a todos os níveis; • resultados das práticas de administração de risco em todos os níveis são integrados em um conjunto de prioridades e tomadas de decisões; • ferramentas e métodos são aplicados; e • consultas e comunicações com os participantes são continuamente efetuadas. Estágio 4: Assegurando a aprendizagem contínua de Administração de Risco • um ambiente de trabalho encorajador é estabelecido o aprendizado por meio de experiência é valorizado, e lições apreendidas devem ser compartilhadas; • são construídos planos de aprendizagem das práticas de gerenciamento de risco da organização; • resultados de gerenciamento de risco são avaliados para dar suporte à inovação, aprendizagem e melhoria contínua; e • experiências e melhores práticas são compartilhadas internamente e pelos departamentos. |
Uma compreensão ampla do ambiente operacional é um
importante primeiro passo no desenvolvimento do perfil de risco
corporativo. Supõe-se que o desenvolvimento do perfil de
risco em nível corporativo deverá examinar, tanto
ameaças como oportunidades no contexto dos objetivos, recursos
disponíveis e realidade de uma organização.
Na construção do perfil de risco corporativo, informação
e conhecimento tanto em nível corporativo como operacional
são coletados para ajudar os departamentos a entenderem a
série de riscos que eles enfrentam, tanto internamente como
externamente, e as probabilidade e os impactos potenciais desses
riscos. Além disso, outro componente crítico a ser
desenvolvido pelo perfil de risco corporativo é a identificação
e avaliação da capacidade de gerenciamento de risco
em cada departamento existente.
Estabelecer a função de gerenciamento de risco significa estabelecer uma “infra-estrutura” corporativa de gestão de riscos projetada para aumentar o grau de compreensão e de disseminação de assuntos de risco, a fim de prover um direcionamento claro sobre o assunto e uma demonstração do empenho da alta administração nesse sentido. O perfil de risco corporativo fornece uma eficiente contribuição no estabelecimento dos objetivos e estratégias de gerenciamento de riscos corporativos. Para ser eficaz, a administração de risco precisa estar alinhada com os objetivos globais de uma organização, com o foco da corporação, com as diretrizes estratégicas, com as práticas operacionais e a cultura interna. Para que o gerenciamento de risco tenha uma condição de prioridade, inclusive, na alocação de recursos, este precisa ser integrado dentro da estrutura atual de tomada de decisão em níveis operacionais e estratégicos.
Implementar uma abordagem de gerenciamento integrado de risco, requer uma decisão da administração e compromisso contínuo, deve estar em perfeita harmonia com os objetivos organizacionais e contribuir para alcançá-los. A administração integrada de risco é resultado de um escaneamento ambiental e precisa ser suportada por uma infra-estrutura corporativa adequada.
Aprendizagem contínua é fundamental para uma tomada de decisão mais consistente e pró-ativa. Contribui para o melhor gerenciamento de risco, fortalece a capacidade organizacional e facilita integração de administração de risco na estrutura organizacional. Para assegurar uma aprendizagem contínua em gerenciamento de risco, é necessário buscar os seguintes resultados:
A transformação do papel dos funcionários,
de meros executantes de tarefas a analisadores de dados cada vez
mais abstratos, é uma das mudanças mais radicais no
pensamento gerencial dos últimos anos, dando origem ao termo
operários do conhecimento (Drucker, 1994), evidenciado ainda
por Stewart (1998: 35-47), quando descreve os trabalhadores do conhecimento.
Todos os ativos e estruturas, quer tangíveis ou intangíveis,
são resultados das ações humanas; dependem,
em última instância, das pessoas para existir. Ainda
mais quando se fala em gerenciamento de risco, pois são pessoas
que definem as possibilidades de situações arriscadas
dentro do contexto empresarial. Esta perspectiva implica recrutamento
mais criterioso, para obter funcionários com maior capacidade
analítica.
Sveiby (1998: 78) afirma que o recrutamento de novos funcionários
é a decisão de investimento mais importante da gerência
e, talvez, sua ferramenta estratégica mais importante. Além
disso, essa mudança de perspectiva implica uma grande reciclagem
dos funcionários para que suas mentes e capacidades criativas
sejam alinhadas com os objetivos organizacionais.
De acordo com Nonaka e Takeuchi (1997: 63), o conhecimento está
relacionado à ação, isto é, o conhecimento
visa a algum fim. A Gestão do Conhecimento deve procurar
fomentar os conhecimentos aplicáveis nas atividades estratégicas
e devidamente identificados aos modelos mentais dos funcionários.
Uma das formas de falar sobre modelos mentais é que se constituem
na visão das pessoas sobre o mundo, sobre elas próprias
e suas capacidades e sobre as tarefas que são solicitadas
a realizar (Norman, 2000).
Na interação com o ambiente com as outras pessoas
e com os artefatos tecnológicos, as pessoas formam internamente,
modelos mentais delas mesmas e das coisas com as quais estão
interagindo. Esses modelos têm o poder de explicação
e previsão para o entendimento dessas relações.
Nonaka e Takeuchi defendem a socialização como um
processo de compartilhamento de experiências, pautado na criação
do conhecimento tácito, como modelos mentais ou habilidades
técnicas compartilhadas.
Em primeiro lugar, o modo de socialização normalmente
começa desenvolvendo um “campo” de interação
que facilita o compartilhamento das experiências e modelos
mentais dos membros. O modo de externalização é
provocado pelo “diálogo ou pela reflexão coletiva”
significativos, nos quais o emprego de uma metáfora ajuda
os membros da equipe a articularem o conhecimento tácito
oculto que, de outra forma é difícil de ser comunicado.
Terceiro, o modo de combinação é provocado
pela colocação do conhecimento recém-criado
e do conhecimento já existente proveniente de outras seções
da organização em uma “rede”, cristalizando-os,
assim, em um novo produto, serviço ou sistema gerencial.
Por fim, o “aprender fazendo” provoca a internalização.
Fonte: Nonaka e Takeuchi (1997).A
internalização é o processo de incorporação
do conhecimento explícito no conhecimento tácito.
As experiências por meio da socialização, da
externalização e combinação tornam-se
ativos valiosos quando são internalizadas nas bases do conhecimento
tácito dos indivíduos sob a forma de modelos mentais
ou know-how técnico compartilhado. No entanto, para viabilizar
a criação do conhecimento organizacional, o conhecimento
tácito acumulado precisa ser socializado com os outros membros
da organização, iniciando, assim, uma nova espiral
de criação do conhecimento.
Esta consciência dos modelos mentais leva a um entendimento
da tolerância ao risco dos vários integrantes da empresa,
que constituem um ingrediente fundamental no estabelecimento de
um perfil de risco corporativo. O escaneamento ambiental identificará
os integrantes que são afetados pelas decisões e ações
da organização e seu grau de conforto com vários
níveis de risco enfrentados pela organização.
O conceito de risco ajuda indivíduos e organizações
a interpretarem os perigos e incertezas do cotidiano. Este conceito,
entretanto, é moldado pelos modelos mentais dos participantes.
Isso demonstra que muito do que se compreende sobre riscos recai
sobre aspectos subjetivos
Organizações são formadas por indivíduos
e cada indivíduo carrega uma carga histórica diferente,
influenciando decisões diferentes quanto a riscos.
O sistema de relações, aparentemente, pode ser considerado
como o elemento de maior relevância para explicar a evolução
de um modelo mental, em que se, compreende que o sistema básico
de relações de uma pessoa é formado pela família,
que irá com certeza moldar os tipos de visão inicial
que está possa ter.
Observa-se então, que suas primeiras noções
de mundo, ou seja, seus valores, crenças, medos etc., propiciarão
condições para que um ser humano busque desenvolver
visões secundárias. As relações que
uma pessoa estabelece, com a finalidade de desenvolver suas visões
complementares, serão de suma importância para o desenvolvimento
de sua visão central. Por outro lado, entende-se que, quanto
mais articulado for seu modelo mental, tanto mais relevante será
o papel por este desempenhado na escolha dos critérios para
o estabelecimento de um sistema de relações.
Desta forma, a percepção de mundo que reflete um modelo
mental em um determinado instante, não é definitiva,
mas está em constante evolução, reformulando-se
à luz das experiências e do ambiente em que o indivíduo
opera. Cada funcionário pode fazer uma análise de
sua visão de mundo, procurando entender a sua própria
história, os valores e os modelos resultantes de seu passado
familiar, sua experiência profissional, sua educação
formal, sua educação informal (literatura, viagens,
filmes etc.), suas crenças seu sistema de relações
etc.
O uso de técnicas de gestão de conhecimento, particularmente,
na identificação e esclarecimento dos modelos mentais
subjacentes, leva a uma compreensão das diversas posturas
com relação a riscos. Essa diversidade de atitudes
frente a riscos de indivíduos e organizações
pode ser distribuída em três tipos distintos:
Neste artigo procurou-se demonstrar como a Gestão do Conhecimento
complementa a visão do Gerenciamento de Risco, dando um foco
estratégico a esse tipo de conhecimento organizacional. Senge
(1990) afirma que, para ocorrer a aprendizagem organizacional é
necessário o entendimento de algumas disciplinas, entre elas:
Modelos mentais. No foco observado por este trabalho, a identificação
dos modelos mentais auxilia na clarificação dos processos
de reconhecimento de risco pela socialização e, posteriormente,
pela internalização, abrindo espaço para um
“campo” de interação onde os modelos mentais
podem ser sintonizados.
A utilização das técnicas de gestão
do conhecimento que venham a entender o estado atual de tolerância
de risco dos diversos níveis da organização
ajudará a desenvolver um perfil de risco e decidir que riscos
devem ser administrados, como, e até que ponto. Também
ajudará a identificar os desafios associados com as trocas
de conversações sobre risco e sua disseminação
pela organização.
Quando devidamente geridos e compreendidos riscos podem se tornar
fontes de ganhos e, em termos mercadológicos, diferenciais
competitivos. Quando uma empresa compreende e trabalha de forma
pró-ativa em relação a riscos pode trazer à
tona a face estratégica do gerenciamento de risco e torná-los
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