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Simone Nunes RosaMestranda em Administração pela FAESP

 
sinsol@bol.com.br

A GLOBALIZAÇÃO E A EXCLUSÃO SOCIAL

Resumo
O presente artigo fundamentou-se na perspectiva de analisar as várias mudanças econômicas ocorridas, sobretudo, na década de noventa do século XX que acarretaram para milhões de brasileiros aumento do desemprego e conseqüentemente sua exclusão social. Para tanto, foram consideradas questões como a globalização econômica, a reestruturação do processo produtivo das empresas e as novas tecnologias.

Este trabalho, pautado nessa perspectiva, tem como objetivo geral avaliar as transformações econômicas e tecnológicas que remeteram a uma época que, conforme Rifkin (1995), é classificada como uma era com cada vez menos trabalhadores, ou seja, uma época em que existe um declínio dos níveis de emprego oferecidos pelas empresas.

Este artigo apresenta relato sobre o início do processo de globalização mundial, bem como a formação dos blocos econômicos e os interesses que se estabeleceram entre vários países após o final da Guerra-Fria. Sendo feito relato do desenvolvimento do sistema global e posteriormente, os possíveis impactos dessas mudanças frente aos interesses no mundo empresarial com relação à corrida pela sobrevivência de mercado, à reestruturação e à automação, dispondo de novas tecnologias para garantir a continuidade de uma produção mais rápida e com menor custo.

Estas informações devem servir como um dos motivos que extinguiu milhões de postos de trabalho e, conseqüentemente, remeteu esses trabalhadores que perderam seus cargos a privações na participação social e na colaboração do empobrecimento mundial.

Palavras-Chave:
Globalização, Desemprego, Exclusão Social.

Abstract
The present study it is based on the perspective to mainly make an analysis of the some occured economic changes in the decade of ninety that it consequently caused for millions of Brazilians an excessive number of the increase of the unemployment and the social exclusion of these workers. We will take in consideration questions as the economic globalization, the reorganization of the productive process of the companies and the new technologies.
To leave of this perspective, the study it has as objective generality to evaluate the economic and technological transformations that in time sent to them to the one that, according to Rifkin (1995), it is classified as an age with each time less diligent, or either, a time where a decline of the levels of jobs offered for the companies exists.

Keyword: globalization, unemployment and social exclusion.

 

Introdução

O desemprego nos remete à questão da exclusão social, pois no momento que o trabalhador é privado de seu emprego ou quando seus ganhos não satisfazem às suas necessidades básicas, irá privar-se de sua qualidade de vida e de sua família. Sem recursos financeiros, não há a possibilidade de ter acesso às condições dignas de habitação, alimentação, lazer e saúde, privando o indivíduo de suprir suas necessidades físicas e ou mentais e, conseqüentemente, será mais um excluído social em razão da redução da “Força Global de Trabalho”.

As conseqüências do sistema global mundial refletem-se diretamente nesses trabalhadores que, em razão do crescimento da demanda do aumento da produtividade, houve a necessidade do mercado e da produção tornarem-se mais ágeis e rápidos sobretudo para fazer frente à concorrência mundial que se abriu.

Com a abertura de mercado dos anos 90 do século XX, seguido da recessão dos anos 80, no Brasil a concorrência com os produtos importados que entraram no país, reestruturou as empresas nacionais e extinguiu empregos. Esta mesma concorrência abriu espaço a uma corrida tecnológica de automação que percebemos ao longo da década. A nova revolução é a Revolução Tecnológica, que estreita relacionamentos e informações, agiliza o processo de produção para se ter a possibilidade de sobrevivência no mercado, derruba relações bastante hierárquicas para facilitar o desenvolvimento e desemprega milhões de cidadãos.

Segundo Singer (2001), provavelmente, com a queda do trabalho formal, ou seja com carteira assinada e o aumento do trabalho informal, futuramente irá acarretar na perda de direitos trabalhistas que foram conquistados com grande luta na história do trabalhador brasileiro.

O resultado é a exclusão social, em especial, àqueles que não conseguirem enquadrar-se nas novas realidades que o mundo do trabalho apresenta, perdendo suas referências e conquistas. Os sindicatos, provavelmente, perderá força, os seus membros estarão dispersando-se pela falta de vínculo em suas categorias e segundo Forrester (1997) irão compor-se em massas que não reivindicam mais. Em razão disso, vidas são dilaceradas e no seu dia-a-dia, atribuem o fracasso a si próprio, já que a mídia e as condições são absurdamente frenética e obscura aos olhos de pessoas que não possuem acesso ao mercado.

Entendendo a Globalização

As grandes navegações inauguram uma nova era da história, há 500 anos Vasco da Gama em 20 de maio de 1498 inicia o que hoje chamamos de globalização, com suas imposições culturais e econô micas, como: massacres indígenas, escravidão e cultura de submissão. Morre como vice-rei das novas colônias, acrescentando um valioso conhecimento geográfico à humanidade ( Arnold, 1994).

Para se chegar aos “novos mundos” da época, sem dúvida fez-se necessário um avanço tecnológico com investimentos em novas pesquisas e conhecimentos náuticos que possibilitassem a grande façanha que foi realizada. Comparando o período das grandes navegações portuguesas com o pós-Guerra Fria, globalização, talvez, seja um fenômeno ligado diretamente ao avanço tecnológico, com confrontos culturais e realizações voltadas ao mercado externo.

A Globalização atual é um fato que começou a ocorrer após a Segunda Guerra Mundial, ou seja entre 1939 e 1945, acentuou-se com a queda do Muro de Berlim em 1989, ganhando mais vigor com o fim da Guerra Fria em 1990 e com a abertura das rotas chinesas para a economia ocidental. ( Sousa, Garcia, Carvalho, 1998, p. 244).

A globalização caracteriza-se pelo processo de internacionalização da economia por meio da interdependência entre os mercados produtivos e financeiros, constituindo-se em uma etapa de aprofundamento do sistema capitalista. É um processo, no qual a vida social das sociedades é cada vez mais afetada por influências internacionais, ou seja, uma variação de laços políticos e de comércio exterior à música, estilos de vestir e meios de comunicação de massa comuns a vários países ( Johnson, 1997, p. 117).

A estrutura do comércio mundial organiza-se por meio dos blocos econômicos, ou seja características regionais, baseadas em interesses comuns que possibilitam as alianças entre os países. O fluxo fica facilitado pela compatibilidade do mercado comum e pela proximidade geográfica, que proporciona a livre circulação de mercadorias, sem cobrança de tarifas entre os blocos, além disso a quebra de monopólio é essencial, já que não deve existir barreiras alfandegárias.

Com o fim do comunismo, os países socialistas abriram suas fronteiras e seus mercados; no Ocidente, aqueles países que eram detentores de tecnologia avançaram cada vez mais como, por exemplo, o Japão e a Alemanha, já que não precisavam mais se submeter aos interesse da “Guerra Fria” e sobretudo da liderança americana.

No início dos anos 90 do século XX, os Estados Unidos lançaram como objetivo estender seu comércio, criando um mercado unificado, com facilidade nas transações comerciais e financeiras entre eles e o restante da América, protegendo-se, assim, da concorrência que se abria na Europa, direcionada para o mercado atraente, que é a América Latina.

Além disso, no início da década de 1990 foi criada a União Européia, uma zona de livre comércio entre os antigos países membros da “Comunidade Econômica Européia”. Por outro lado, o Japão e os Tigres Asiáticos, compostos por Hong-Kong, Taiwan, Coréia do Sul, Cingapura e Malásia constituíam um outro pólo comercial em plena expansão. Apenas o continente africano ficou fora das grandes disputas.

O Nafta, que agrega Estados Unidos, Canadá e México, foi criado pelo presidente norte-americano Bill Clinton, justamente para garantir esse mercado promissor que representa a América Latina. O Mercosul, agregando Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, foi formado, porém não se tornou independente do capital estrangeiro. O Mercosul como qualquer outro bloco, tanto poderia agir em defesa de seus próprios interesses como poderia reproduzir as políticas que interessavam às grandes corporações multinacionais e ao que tudo indica, a última alternativa é a mais provável de estar sendo realizada.

Provavelmente, a forma mais poderosa de globalização seja a econômica, na qual seu planejamento e controle expandem-se de um interesse relativamente estreito, no caso de uma empresa nacional, para um interesse global, no qual o mercado do mundo serve de matéria-prima, de mercado e de mão-de-obra para o trabalho.

As chamadas empresas transnacionais operam simultaneamente em vários países e exploram as variações das condições locais, adaptando-se à cultura de cada país para melhor implementar o empreendimento.

O fato consiste em focalizar a fragilidade do Estado-Nação diante das novas realidades econômicas, monetárias, comerciais, culturais e tecnológicas que a globalização carrega, tendendo a integrar os mercados e restringir o poder de comando dos governos. Ao restringir este comando, os Estados adaptam-se às novas regras mundiais, incorporando um outro tipo de acumulação e dando espaço às políticas neoliberais1 impostas pela nova ordem, não podendo mais se expressar no bem-estar social ou como fornecedor de subsídios industriais, como reguladores do capital e do mercado.

O Estado não mais regulando a economia, perde a capacidade de fazer política econômica, desfazendo-se das empresas estatais, ou seja, todos os Estados participam e operam a favor dos países centrais. A rapidez das informações, o processo de globalização e a concorrência mundial fazem com que as empresas adaptar-se à modernização e a maior concorrência no processo de produção, abandonando velhos paradigmas, é baseada em cenários ultrapassados, a fim de sobreviverem no mercado competitivo.

Os Impactos da Globalização

O Brasil foi um dos maiores protagonistas da globalização nos anos 70 do século XX em razão do “Milagre Econômico”2 e, nos anos 80 com a crise da dívida externa, este período foi considerado como “a década perdida”. O maior impacto da globalização ocorre nos anos 90 do século XX pela abertura do mercado interno às importações. Com isso, para que as empresas conseguissem sobreviver às concorrências estabelecidas pela invasão de produtos importados de melhor qualidade e produzidos com muito mais produtividade, fez-se necessário o estabelecimento de novas técnicas empresariais.

Segundo Singer (2001), o mundo globalizado tornou-se mais aberto e receptivo, mas, além do consumo, seguiu-se a quebra de empresas, corte de postos de trabalho e crises financeiras, somados com a desregulamentação do comércio externo e o sistema financeiro, extinguindo o controle dos preços, tornando o Brasil dependente de entradas de capital externo.

A concorrência empresarial global passa a adotar um procedimento organizacional baseado no êxodo da produtividade, ou seja, se faz necessário o aumento da produtividade para que seja possível fazer frente à concorrência mundial e para isso é necessário investir-se cada vez mais em tecnologia de ponta, dispensando o custo da mão-de-obra e produzindo de forma mais rápida e eficaz.

Para a aceleração desta busca pela produtividade, as empresas transformaram-se nos sistemas de produção. Tomaremos, como exemplo, fenômenos como a reengenharia e a reestruturação das empresas.

A Reengenharia é o resultado da transformação profunda dos métodos e processos empresariais utilizados em empresas cujos produtos não atendem às necessidades dos clientes e revelam a necessidade de mudanças em todos os níveis, desde a administração até a produção e os serviços auxiliares.( Sandroni, 2001, p. 443)

A corrida por maior produtividade leva grandes empresas a fazer a reestruturação do ambiente de trabalho tudo em nome da competitividade mundial. As profundas mudanças que estavam ocorrendo no mundo contemporâneo, exigem que as empresas estejam adaptadas para que possam produzir mais com menor custo.

A reengenharia tinha como objetivo principal a mudança radical, planejada, drástica e revolucionária na linha de produção, seria como uma reinvenção do processo. Rever todo o processo de produção se fez “necessário”, diante dos fenômenos da globalização, provocando grandes rupturas na estruturação e gestão das empresas, adotando um modelo mais ágil e eficaz.

Estes processos introduziram mudanças brutais na forma de se fazer o trabalho, eliminando as relações hierárquicas para que não houvesse circunstâncias conflituosas que atrapalhassem os procedimentos. Os processos passaram a ser mais simplificados com a inclusão de novas tecnologias de informação como rede, banco de dados, sistemas compartilhados, além do rompimento das fronteiras entre clientes e fornecedores.

Sem dúvida, a reengenharia contribuiu para desempregar milhões de trabalhadores, tanto que este termo não é mais bem visto pelos grandes empresários. Atualmente as empresas tendem a valorizar mais o capital humano, pois um produto ou uma marca terá maior credibilidade quando é atribuído a uma produção de conscientização sobre os danos no meio ambiente e sobretudo sobre a humanização das relações de trabalho com seus colaboradores.

Entretanto, em relação a estes impactos do mundo global é provável que o trabalhador esteja perdendo a batalha pelo emprego em detrimento à produtividade exigida pelas empresas como fator primordial para se manter competitivo frente à concorrência.

A Derrota do Trabalhador

O uso do computador é instrumento vital para a comunicação, para a economia e para a gestão do poder. ( Silveira, 2001) Isso porque com a globalização a “Nova Revolução Tecnológica”3 está demandando a agilidade da produtividade nas empresas para que as mesmas se mantenham ativas no mercado. O autor citado complementa que com isto postos de trabalhos estão sendo substituídos por softwares, ou seja, o que antes precisava de muito mais tempo para acontecer, hoje se resolve em apenas um click ou um envio de informação via e-mail ou acessando um site na Web.

Não estaremos efetuando uma crítica desmedida ao avanço da tecnologia pura e simplesmente, pois sabemos que a novas técnicas e agilidade no mundo da informática por muito contribuem para o avanço da humanidade, sobretudo em termos de desburocratização de vários processos e pela praticidade e agilidade com que conseguimos obter informações pelas quais, há pouco tempo, seria algo impensável. Também não podemos deixar de atribuir a grande importância do avanço tecnológico nos campos da ciência, medicina, engenharia e tantos outros fatores que norteiam nossas vidas.

No presente artigo, atentamos a um aspecto negativo que a automação das empresas trouxe aos trabalhadores que não tiveram oportunidade de acompanhar as mudanças, ou seja, a extinção de milhões de postos de trabalho em todo mundo. Também é importante ressaltar que o problema do desemprego no Brasil não é ocasionado unicamente pela reestruturação tecnológica que ocorreu nas grandes empresas na última década, pois segundo Pochmann (2003) o desenvolvimento de um pais pode gerar condições de inclusão em paralelo às de exclusão.

Conforme pesquisa do IBGE4 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os anos 90 do século XX foram marcados por várias mudanças substanciais no mercado de trabalho brasileiro. A recessão econômica do período de 1990/92, a abertura comercial, o ajustamento no setor privado em busca de maior competitividade, o plano de estabilização econômica e as privatizações repercutiram sobre o indivíduo, desempregando no setor industrial e criando postos de trabalho no setor de prestação de serviços e do comércio.

Mas, são nas sociedades mais pobres e menos preparadas para os impactos da globalização e reestruturação das empresas que encontraremos os maiores problemas de exclusão, ou seja sociedades menos estruturadas no sentido de não ter acesso à educação, moradia, informação, saúde e bem-estar social que provavelmente o desemprego e a exclusão-social possa ser melhor observada.

O fenômeno da exclusão social não está restrito somente a estes segmentos sociais que estão à margem do processo de produção e de consumo, mas também àqueles que já estiveram incluídos em momentos anteriores de suas vidas. Isso se dá possivelmente pelo fato do avanço dos fenômenos da globalização que desemprega não só o cidadão previamente excluído, mas também outros segmentos da sociedade. Os novos rumos de produção expulsa milhões de trabalhadores que cumpriram tarefas rotineiras, tarefas estas que exigia conhecimentos limitados e estes fenômenos, conseqüentemente, transforma a vida social deste desempregado. Se pensarmos em países como o Brasil que hoje possui cerca de 30 milhões de analfabetos5 que, provavelmente, não terão acesso à preparação para o mercado informatizado.

A globalização assume o papel de causador da “desindustrialização” ( Singer, 2001), que é um fenômeno que ocorreu quando países desenvolvidos passaram a importar produtos industriais do “Terceiro Mundo”, transferindo os empregos correspondentes do centro à periferia. O país que exporta capital deixa de criar novos empregos e milhões de trabalhadores que produziam o que depois passou a ser importado, perdem seus empregos.

Pessoas que não conseguem trabalho, acabam sendo atingidas pela exclusão-social, suas vidas pessoais entram em crise, muitos se juntam com aqueles que andam pelas ruas sem ter onde morar ou à legião de indivíduos que sofrem com problemas de depressão e, assim, cada vez mais cresce a pobreza no mundo.

Conclusão

O estudo desenvolvido permite concluir que os impactos que as mudanças ocasionadas pela globalização econômica e política causaram para o trabalhador. A questão da globalização é seguida de uma imensa concorrência empresarial desenvolvida em todo o mundo global. Blocos econômicos em busca de melhores mercados e mão de obra barata estruturam um mundo muito mais competitivo em termos de produtividade, qualidade e redução de custos.

Além das distintas tecnologias impostas pela “nova ordem”, temos também, no caso do Brasil, evidentes transformações na economia nacional. Maior competitividade para a estabilização econômica e os resultados de um sistema neoliberal, acarretaram em privatizações de estatais que repercutiram no mundo do trabalho do indivíduo.

A abertura comercial e a concorrência com produtos importados, seguido de transformações tecnológicas para o aumento da produção, elimina milhões de postos de trabalho. O setor industrial foi o que mais desempregou, em contrapartida houve um aumento de trabalho no setor de comércio e prestação de serviço. A conseqüência é o medo e a insegurança coletiva que atingem toda a sociedade ( Forrester, 1997), ou seja, milhões de pessoas são descartadas por não atenderem mais as necessidades da nova realidade. Pessoas a cada dia são jogadas à própria sorte, aumentando a fila de desempregados e excluindo socialmente o homem de sua cidadania. Provavelmente, o problema esbarra na falta de soberania de países que se submetem a interesses internacionais em detrimento de sua população. Um país que não tem soberania e que não garante o bem-estar social e o acesso para sua população está fadado ao fracasso. Os valores éticos foram banidos e nossas decisões agora são determinadas pelo mercado. ▲

Referências Bibliográficas

BOXER, Charles. O Império Marítimo Português (1415-1825). Tradução: Inês Silva Duarte. Lisboa. Edições 70. São Paulo, 1992.
FORRESTER, Viviane. O Horror Econômico. Tradução Álvaro Lorencini. 3ª Reimpressão. Editora Unesp. São Paulo, 1997.
JOHNSON, Allan G. Dicionário de Sociologia: Guia Prático da Linguagem Sociológica. Tradução Ruy Jungmann. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 1997.
MAGNOLI, Demétrio. . Fundação Alexandre Gusmão. Instituto Rio Branco, Ministério das Relações Exteriores. 2 a ed. Brasília, 2000.
MATTOSO, Jorge. O Brasil Desempregado. Como foram destruídos mais de 3 milhões de empregos nos anos 90. Editora Fundação Perseu Abramo. 2 a ed. 2 a reimpressão. São Paulo, 2000.
POCHMANN, Marcio. AMORIM, Ricardo G. Atlas da Exclusão Social no Brasil. Editora Cortez. São Paulo, 2003.
RIFKIN, Jeremy. O Fim dos Empregos: O Declínio Inevitável dos Níveis dos Empregos e a Redução da Força Global de Trabalho. Tradução de Ruth Gabriela Bahr. Editora Makron Books. São Paulo, 1995.
SANDRONI, Paulo. Dicionário de Administração e Finanças. Editora Best Seller. 3 a ed. São Paulo, 2001.
SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. Exclusão Digital, A Miséria na era da informação. Editora Fundação Perseu Abramo. São Paulo, 2001.
SINGER, Paul. Globalização e Desemprego: Diagnóstico e Alternativas. Editora Contexto. 4 a ed. São Paulo, 2001.
SOUSA, José Pedro Galvão de. GARCIA, Clovis Lema. CARVALHO, José Fraga Teixeira de. Dicionário de Política. T. A. Queiroz, Editor. São Paulo, 1998.

1 -Atualmente, o termo vem sendo aplicado àqueles que defendem a livre atuação das forças de mercado, o término do intervencionismo do Estado, a privatização das empresas estatais e inclusive de alguns serviços públicos essenciais, a abertura da economia e sua integração mais intensa no mercado mundial. (Sandroni, 2001).
2 -É o nome que se dá para o estouro do crescimento econômico, ocorrido entre 1968 e 1973, porém ao lado da euforia da classe média, que teve seu poder aquisitivo ampliado, o governo militar promovia obras “faraônicas, como a construção da ponte Rio Niterói no Rio de Janeiro, contrastando com a escassez de verbas para os setores fundamentais, como é o caso do ensino público. Disponível em: < www.escolavesper.com.br > Acesso em: 13 out. 2003
3 -Revolução tecnológica, sendo comparada com a Terceira Revolução Industrial.
4 -Disponível em:< www.ibge.gov.br > Acesso em: 21 out. 2003
5 -Disponível em:< www.ipm.org.br > Acesso em: 21 out. 2003

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* Este número da RAFI on-line é uma reimpressão da RAFI  nº2 - Ano2 - 2005 (ISSN 1678-6289)


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